Poemas entre Barras
A dor da sentença ainda pulsava quando
a porta da cela fechou-se, carregando para longe
o sonho de esperança que ilude os desamparados.
A insignificância daqueles que sempre foram destruídos
pela vida, não encantou os olhos frívolos do juiz;
empatia e segregação habitam no mesmo espaço.
A aflição é imensurável até para quem constrói
suas histórias em lugares fétidos cheios de
maltrapilhos desesperados e sorridentes;
a liberdade é o único alimento daqueles que nada têm.
Homens e mulheres do júri (pretos e brancos) não se
sensibilizaram com as evidências que deveriam ter lançado o
inocente de volta às ruas frias do abandono,
desfigurado por indivíduos invisíveis (indesejáveis) aos olhos
daqueles, que não afundaram sob as regras do jogo.
A prisão não escolhe amigos;
muros de concreto doem mais que a indiferença;
a violação de um inocente é a pior de todas as misérias!
Poema de Heider Broisler - traduzido da obra Obscure Narrative: A Poetry Collection - que também consta na obra Júlia & O Despertar de Íris e 25 poemas.
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