Pequenas
lembranças, comumente desprezadas,
não
se dissolvem na mente de um ser obscuro;
um
sorriso, mesmo que efêmero, pode criar raízes
profundas
e dolorosas àqueles que pouco atuam:
o
acanhado que não se rende ao egotismo.
Àquele
cujo passado não vai além do inglório, a mais trivial
das
conversas não se dissolve na dimensão do tempo.
A
morte corrompe a psique para depois domar o corpo.
Seu
tempo se condensa num álbum empoeirado de fotos,
restando
ao esquecido a incapacidade de se refugiar numa
vida
cheia de personagens disfarçadas com máscaras
deslumbrantes modeladas com o mais puro narcisismo.
Poema de Heider Broisler - traduzido da obra Obscure Narrative: A Poetry Collection - que também consta na obra Júlia & O Despertar de Íris e 25 poemas.
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