sexta-feira, 4 de setembro de 2026

O Palco

 

Pequenas lembranças, comumente desprezadas,

não se dissolvem na mente de um ser obscuro;

um sorriso, mesmo que efêmero, pode criar raízes

profundas e dolorosas àqueles que pouco atuam:

o acanhado que não se rende ao egotismo.

Àquele cujo passado não vai além do inglório, a mais trivial

das conversas não se dissolve na dimensão do tempo.

A morte corrompe a psique para depois domar o corpo.

Seu tempo se condensa num álbum empoeirado de fotos,

restando ao esquecido a incapacidade de se refugiar numa

vida cheia de personagens disfarçadas com máscaras

deslumbrantes modeladas com o mais puro narcisismo.

Poema de Heider Broisler - traduzido da obra Obscure Narrative: A Poetry Collection - que também consta na obra Júlia & O Despertar de Íris e 25 poemas.

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